O idiota desta aldeia
Soneto de Mario Quintana musicado por
Admar Branco e Lui Coimbra
Rechinam meus sapatos rua em fora
Tão leve estou que já nem sombra tenho
E há tantos anos de tão longe venho
Que nem me lembro de mais nada agora
Tinha um surrão, todo de penas cheio
Um peso enorme para carregar
Porém as penas, quando o vento veio
Penas que eram, esvoaçaram no ar
Todo de Deus me iluminei então
Que os Doutores Sutis se escandalizem:
"Como é possível, sem doutrinação?"
Mas entendem-me o Céu e as criancinhas
E ao ver-me assim de um poste as andorinhas
"Olha, é o Idiota desta aldeia!", dizem.
Violão, teclados e programações: Lui Coimbra
Percussão: Edu Szajnbrum
Baixo: Feijão
Voz: Admar Branco